sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

O fim das coisas não passa de uma percepção equivocada de como estas trafegam pelo tempo. O medo de experimentar esse “equívoco” e o desejo ilusório de que aquilo que nos fazem bem permaneça quase imutável, é que não deixa ninguém aceitar o fato de que toda existência é transitória, um autodeletável “arquivo ponto temp”.


"So you think you can tell heaven from Hell?"

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Ilustração: Jimmy Tan
Se algum um dia tiver curiosidade de saber o tamanho do seu medo, será preciso que faça uma lista das coisas e pessoas que imagina serem tuas e que enlouquecerias só de pensar em perdê-las inesperadamente. Quanto mais itens estimados adicionar a esta lista, maior será o tamanho do seu medo. Só quem não tem nada a perder é que pode se dar ao luxo de usufruir da estranha graça de jamais sentir medo.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

O uso eficaz da ironia requer um golpe rápido, bem calculado, sobretudo, com a força certa. Se dado com pouca força, corre-se o risco do resultado perder o efeito ácido desejado e pior: virar uma bobagem sem criatividade. Se aplicado com força demais, vira uma terrível crueldade.



Afiada como uma Hattori Hanzo: Beatrix Kiddo é a sacerdotisa da ironia fina.