terça-feira, 3 de agosto de 2010

Hoje de manhã, dentro da Central do Brasil, tive uma experiência maravilhosa. Para todos os prognosticadores, profetas, videntes, bidus, gurus, visionários e demais arrogantes do “enxergar futuro”, ofereço-lhes um brinde pelo tiro fora! E salve o swing do Lenine!

domingo, 1 de agosto de 2010

Eis que agora à tarde tava "de boa", procurando alguma coisa pra rir e arrancar fora esse incômodo resíduo mofado de Nietsche que infecta meu cerebelo já há algum tempo, quando me deparo com o inusitado “CLUBE DA LUTA DA JANE AUSTEN”. Quase mijei na calça de tanto rir! O pior que não há como negar que duzentos anos depois de “Orgulho e Preconceito”, a servidão à passionalidade ainda comanda. Quer saber? Cruz credo!

foto: Corbis
Acaba que não se fala de outra coisa. O tema é mesmo recorrente. Dentro de cada um, inquietações! Tão compactadas que o cair de uma simples contrariedade nesse recipiente faz transbordar ações em pequenas comédias ou em grandes tragédias. Daí me pergunto_ será a passionalidade tudo o que realmente temos?_ Quando essa disposição Shakespereana explode em forma de medo, repulsa, desejo, ódio obsessivo ou apego possessivo, o que se pode de livre iniciativa fazer para manter algum controle sobre isso? Há séculos que se tenta reter esse quasar, seja rezando, exorcizando, conjurando, obrigando, institucionalizando, sacrificando, cobrindo ou desnudando o que é incompreensivelmente chamado de “nossas vergonhas”. Para tudo se tem um nome e um peso equivalente, uma nova pedra arremessada. Uma hora basta mentir para acreditar estar feliz num arremedo de paz e satisfação com nossos afetos, noutras, se espera uma vida inteira por algo que traga algum significado. Quando finalmente isso chega, dura muito menos do que se deseja, não supre nada e tem menos importância do que se pensava. Será que nessa vida besta itabirana, a servidão incondicional à passionalidade é a única coisa que realmente ainda nos cabe?